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Militantes e pesquisadores apontam os perigos das medidas pós-golpe de 2016

No segundo dia de Encontro dos Direitos Humanos foi se debateu a conjuntura dos movimentos sociais no Brasil e no mundo

Encontro

Texto produzido por Natália Moura

 

O Brasil é um navio que está indo à pique. Quando um barco afunda, cada um quer se salvar, a burguesia foi atrás de seus botes. Com esta metáfora, ao falar sobre conjuntas internacional e nacional, o economista e dirigente do MST, João Pedro Stédile, participou, ontem, do Encontro dos Direitos Humanos Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais e dividiu mesa de debate com Deborah de Brito Pereira, subprocuradora-Geral da República; Orlando Silva, da FETAG/CONTAG; Leonilde de Servolo Medeiros, da UFRJ e Edgar Jorge Kolling, do setor de educação do movimento sem terra.
Stédile destacou a importância da luta de classes na conjuntura nacional. Segundo o economista, o trabalho – e por consequência o trabalhador – continua sendo a principal fonte de riquezas do país. Com uma análise marxista, ele resumiu as etapas do capitalismo, que possui crises cíclicas. De acordo com ele, quando a burguesia quer “se safar” em uma crise ela necessita do poder hegemônico político total. Para isso, os burgueses precisam controlar a mídia e os poderes judiciário, executivo e legislativo. Feito consagrado pelo golpe inconstitucional, de 2016, contra a presidenta eleita, Dilma Rousseff.

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